HISTÓRIA DOS RATOS part 2 – O Flautista de Hamelin
- Jéssica Souza

- 4 de nov. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de nov. de 2020
Muitas histórias - na verdade lendas - cresceram em torno de ratos ao longo dos séculos. Abundam as histórias de ratos comendo pessoas vivas, deixando homens adultos até os ossos, atacando bebês e coisas do gênero. Escritores e cineastas de ficção de terror têm usado ratos neste contexto, equivocando-os por muitos anos, reforçando as lendas horríveis dos ratos. Deve-se admitir, porém, que as lendas contêm um grão de verdade. Os ratos enxameiam, geralmente na primavera ou no outono, deixando suas tocas e esconderijos. Mas a aglomeração ocorre apenas se houver uma explosão populacional, caso em que eles se aglomeram coletivamente em busca de novos aposentos, ou mesmo se as circunstâncias em uma determinada área mudarem drasticamente, forçando os ratos a buscarem novos territórios.
A lenda mais famosa sobre um enxame de ratos é a do Flautista, na cidade de Hamelin, em 1284, da qual a cidade se dizia sofrer com uma infestação de ratos . Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um “caçador de ratos” – seu nome: Piper - dizendo ter a solução para o problema – ele tocou uma melodia em sua flauta que “encantou” todos os ratos, dos quais o seguiram para fora da cidade e se afogaram no rio Weser.
A história é muito antiga, e a maioria dos relatos atualmente não são influenciados pelo famoso poema de Robert Browning neste evento. Uma olhada mais atenta sobre tudo isso, mostra que parte da história é como a de 1284.
- É possível que Hamelin tenha sofrido de uma praga de ratos que esteve ali ? O famoso Piper, vestido com seu traje de dois tons brilhantes, poderia ser qualquer um dos vários envolvidos no evento. O que é extremamente interessante era seu uso da "flauta" para atrair os ratos - O quê ou quem pode dizer? De qualquer forma, é uma ótima história, não?
Enxames de ratos não ocorrem. Nos últimos anos, a população de ratos selvagens aumentou devido aos invernos mais amenos e ao acúmulo de lixo excessivo nas ruas, com um grande número de migrações de ratos. Quanto aos ratos atacando as pessoas e arrancando suas carnes até os ossos, isso também é bem duvidoso.
Jéssica Souza




Comentários