Nossa primeira cria – Ninhada
- A Toca Do Twister

- 14 de out. de 2020
- 3 min de leitura
Gostaria de compartilhar um pouco sobre nossa primeira cria... como foi nossa experiência, sobre as expectativas e as dificuldades que encontramos.
A genética não é um sistema místico para prever a cor dos animais, nem é uma equação matemática elaborada que só pode ser resolvida por cientistas brilhantes. Em vez disso, é uma maneira direta de descobrir os resultados prováveis da criação de dois animais de origem conhecida ou suspeita. Eu não sou uma geneticista, apenas uma amadora com um interesse particular neste aspecto e estou estudando muito para um dia conseguir trabalhar da melhor forma e obter conhecimento suficiente para chegar aos “fancy rats” perfeitos, ou o mais próximo disso. Se você também é um curioso como eu, recomendo fortemente que você leia em particular “The Proper Care of Fancy Rats” de Nick Mays – e seus trabalhos originais, acho que já é um bom começo.
Comecei com as informações sobre as cores que são baseadas nas minhas próprias teorias, bem como as de outros criadores, e é, na melhor das hipóteses, uma suposição bem fundamentada que pode muito bem mudar à medida que tiver mais informações.

Essa é a Ana Ratarina, uma marten - foi nossa mamãe escolhida para nossa primeira ninhada. Dócil, calma e bem ligeira. Ama ficar andando pela casa, andando atrás da gente e aprontando artimanhas e parece amar isso.

Esse é o Donnie, um Black Double Rex Irish, o escolhido para pai. Calmo, carinhoso, atencioso e sempre corre para a porta da gaiola ao menor movimento humano.
Não há nenhuma particularidade genética nessa escolha – a não ser a suposição (e orientações de alguns criadores) de que teríamos Martens mais escuros.
Os Martens apresentam uma coloração acinzentada, com alguns pontos descoloridos, já o Black, tem uma pelagem sólida, possuindo olhos pretos, patas e rabos mais escuros - e genes recessivos. A idéia era escurecer os Martens e ainda tirar black para dar continuidade aos cruzamentos futuros.
Ana Ratarina durante a gestação teve um aumento no apetite, provavelmente porque o organismo requer nutrientes extras para manter sua saúde e força – também para os próprios filhotes; teve mudança no comportamento, não muito gritante, ficou apenas mais dorminhoca que o normal.
O abdômen se alargou por volta das duas semanas de gravidez. Na terceira semana ela parecia uma bolinha com água dentro e seus mamilos ficaram ainda mais visíveis. No estágio final da gravidez, ela parecia uma pêra. Sim, uma pêra.

Enfim chegou o dia do parto, ela tinha preparado seu ninho – e os filhotes chegaram no dia 10 de agosto aproximadamente as 19hrs. No final do parto ela limpou os filhotes e em seguida se deitou para dar de mamar. Ao contrário da maioria das hamsters fêmeas, ratas permitem que seus filhotes sejam manuseados desde o primeiro dia. Entretanto, é importante conferir se a fêmea confia em você antes.

Ana Ratarina teve 17 filhotes saudáveis! 17? Sim!!!!! “WOOOOOOOW” – Exato, foi o que pensamos! E como a fêmea tem somente doze mamilos, tomamos cuidado, tirando as vezes os maiorzinhos enquanto os “extras” mamam a cada 2h
Desenvolvimento dos filhotes:
1º dia: nascem rosinhas e pesam de 6 a 8g. São surdos e cegos. A mancha branca em sua barriga é o estômago cheio de leite.
2º dia: os pigmentos começam a aparecer e já cresceram mais em tamanho e peso.
6º dia: começam a ter alguma pelagem.
9º dia: o pelo começa a ficar mais aparente.
14º dia (2ª semana): abrem os olhos e começam a explorar tudo a seu redor.
18º dia: já arriscam se limpar e começam a comer alimentos sólidos. Ainda precisam do leite da mãe.
25º dia: passam a maior parte de seu tempo brincando.
28º dia (4 semanas): começa o processo de desmame feito pela mãe.
35º dia (5 semanas): já é notável alguma diferença no tamanho entre machos e fêmeas.
42º dia (6 semanas): já estão mais desenvolvidos. Machos e fêmeas devem ser separados por sexo.
Aos 20 dias os filhotes começam a comer alimentos sólidos – mas não pensem que eles não precisam mamar mais. Isso não acontece de uma hora para outra. Até em torno dos 35 dias os filhotes arriscam mamar. O período de desmame depende da mãe, de sua produção de leite e boa vontade do que propriamente dos filhotes.

Sinceramente, sentimos falta deles. A maioria foi para novos lares e ficamos com apenas 3 dessa cria. É uma experiência linda e gratificante.

Esse é o Doug, um dos filhotes que ficaram com a gente, lindo Marten, não?
E sinceramente? Acho que fizemos um ótimo trabalho!!!
Falaremos mais sobre essa experiência em um próximo post, há muito o que o que contar hahahaha
Até a próxima!
J.S
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